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Política à Flor da Pele

03/12/2011 21:35

Impostos, divisão do Pará, doação de sangue e muito mais. Veja a postagem de hoje.

Nunca se pagou tanto imposto

01 trilhão e 400 bilhões: é o que já pagamos de impostos em 2011 até hoje, 02 de dezembro. A arrecadação bateu recorde no dia 21 de novembro, atingindo mais do que o valor total do ano de 2010. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mantêm uma página na internet que contabiliza o valor arrecadado, que podem ser acompanhado no endereço: www.impostometro.com.br.

No site você encontra várias informações, como: artigos de economistas; o que dá para comprar com o dinheiro arrecadado; notícias sobre a área tributária. E você pode também calcular quanto tempo de vida terá que trabalhar só para pagar impostos. Vale a pena acompanhar!

Mandatos na corda bamba

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou na quarta-feira (29.11) o pedido de cassação do governador de Roraima, José Anchieta Júnior (PSDB). O TRE/RR cassou o mandato de Anchieta pelo uso da Rádio Roraima (pública) para fazer propaganda contra o adversário Neudo Campos (PP). O tucano recorreu ao TSE e ganhou.

"Criou-se, no processo de reeleição, um terceiro turno onde todos os candidatos derrotados partem para isso. [O Brasil] precisa de uma reforma política para que uma eleição não se resolvesse, depois das urnas, no tapetão. Minha campanha foi limpa. Não houve uso da máquina", defendeu-se Anchieta Júnior.

Outros governadores ainda podem perder o mandato: Wilson Martins (PSB-PI), Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Cid Gomes (PSB-CE), Roseana Sarney (PMDB-MA) e Teotônio Vilela (PSDB-AL), Omar Aziz (PMN-AM), Tião Viana (PT-AC) e Siqueira Campos (PSDB-TO). As principais acusações são abuso de poder político e econômico, propaganda irregular e compra de votos.

Já nasce com dívida

No dia 11 de dezembro acontecerá um plebiscito no estado do Pará. Os eleitores responderão a duas perguntas: 1ª – se são a favor ou contra a criação do estado de Tapajos; 2ª – se são favoráveis ou não à criação do estado de Tapajós. O voto é obrigatório para todos os eleitores. Muitos especialistas criticam o fato do povo do Pará ter disposto de pouco tempo para discutir o assunto de tamanha relevância, que interferirá nas questões sociais, de infraestrutura e econômicas da população.

Além disso, questões tributárias deixam claro que muitos problemas advirão da divisão do estado. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo que mostra que, caso ocorra a separação do Pará em três estados, todos nascerão deficitários. Carajás terá déficit de cerca de R$ 1 bilhão anual. Tapajós, de R$ 864 milhões e o Pará (território restante), de R$ 850 milhões.

Uma pesquisa da Datafolha mostra que:

- 58% dos eleitores do Pará não concordam com a divisão do estado em três (Pará, Tapajós e Carajás);

- Sobre a criação de Carajás: 58% são contrários; 33% favoráveis; 8% disseram que não sabiam responder;

- Sobre a criação de Tapajós: 58% são contrários; 33% favoráveis; 10% responderam que não sabem.

Saiba mais sobre a divisão do estado do Pará:

Após plebiscito, divisão do Pará dependerá do Congresso

Saiba os argumentos de cada lado

Entenda as regras do plebiscito do Pará

Imagem: G1Divisão do Pará(Imagem:G1)Divisão do Pará

Salve vidas

O Ministério da Saúde buscou uma forma moderna e criativa de aumentar as doações de sangue no país. No Facebook do Ministério (www.facebook.com/minsaude), você pode acessar um aplicativo e se cadastrar como doador de sangue, informando seu nome, tipo sanguíneo e a região onde mora. Este banco de dados fica disponível aos hemocentros e o internauta é acionado quando for registrada falta do tipo de sangue na sua região. A doação de sangue não é realizada imediatamente, mas sim mediante contato do Ministério, quando perceber a necessidade do sangue. Ótima ideia! Vamos divulgar! :-)

De acusador a acusado

Brasil é acusado de ações de protecionismo na Organização Mundial do Comércio (OMC). Após o aumento da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de carros importados, promovido pelo governo brasileiro, o Japão e Coreia do Sul reclamam. O Brasil questionou a política comercial adotada por outros países 90 vezes e foi questionado 14. “Nós temos que estar preparados. O mundo é complexo. A atuação na OMC é complexa. Há uma concorrência muito grande entre os países ainda mais numa situação de crise internacional em várias partes do mundo”, diz Celso de Tarso Pereira, coordenador de contenciosos do Itamaraty.

Poderoso demais...

O ministro do Trabalho, Lupi, protagonizou fatos inusitados nas últimas semanas: entrevistas desrespeitando a autoridade da presidente, chacota com fatos que envolvem desvio de dinheiro público, cenas inapropriadas de manifestações de 'amor', pronunciamentos que beiram a falta de bom senso, gerenciamento de crise equivocado, distorção da verdade em audiência no Congresso Nacional... Lupi agarrou-se ao cargo e vem sendo, nitidamente, protegido pelo Planalto. Resta saber os verdadeiros motivos de tamanha proteção... Quem ganha com a permanência de Lupi? A quem interessa agradar o ministro? O que ele sabe de tão importante que faz com que, mesmo com o próprio partido pedindo o seu afastamento do cargo, a presidente resista em afastá-lo?

Esta semana, a Comissão de Ética Pública da Presidência recomendou a demissão do ministro. E em defesa de Lupi (que ao que tudo indica muito sabe e muito manda) a presidente desmoralizou a Comissão de Ética, não acatando, de imediato, a recomendação. Isto mostra que quando Lupi afirmou que era “pesado” e que duvidava que Dilma o afastasse, ele estava mandando uma mensagem implícita... Entendida e acatada prontamente pelo Planalto! Por certo, se alguém (inclusive a presidente) ousar “atirar” nele, atingirá gente muito importante e, possivelmente, diretamente ligada a Dilma. Lupi sabe demais; e por isso, não há quem tenha coragem de abatê-lo...

Frase da Semana

“Hoje foi o dia em que a formiguinha conseguiu derrotar o elefante”, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) - após conseguir adiar votação do Código Florestal, cuja aprovação havia sido acertada entre os governistas e a oposição.

Reflexão

"O modo mais seguro de falhar é não se determinar a obter sucesso." Richard Brinsley Sheridan

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