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Política

09/02/2018 11:26

Os remos de Regina e Margarete, um texto do deputado Fábio Novo

Tenho opinado pouco sobre política e os rumos da sucessão de 2018! Estou mais secretário e menos deputado! Desde julho de 2015 me licenciei do mandato para exercer o cargo de secretário do governo Wellington. Em 60 dias, por força da legislação eleitoral, retorno ao parlamento! É chegada a hora dos primeiros pitacos.
Ao montar a chapa de 2018 a lógica predominante não deve ser apenas a quantidade de partidos. Muitas vezes mais siglas é sinal de subtração! Já vimos motes de campanhas contra blocões que ao final do pleito saíram derrotados! Nas campanhas majoritárias do PT de 2002 e 2014, por exemplo, poucas foram as siglas que trocaram alianças conosco e muitos foram os votos que vieram das ruas. Quando se é governo, por conta da governabilidade é necessária novas composições, inclusive com partidos que tentaram derrotar o projeto eleito! Tudo por conta de uma maioria necessária no parlamento para a aprovação das propostas prometidos em campanha. E isso se fez necessário, pois em 2014 dos 30 deputados, nossa chapa elegeu o governador e apenas 9 parlamentares.
Os partidos que queiram compor a aliança seguinte, por razões éticas, não deveriam aspirar à cabeça dos soldados de primeira hora. Soa mal! O ponto de partida da sucessão de 2018 não pode ser a retirada de quem esteve, lutou e permanece até hoje. Montar a chapa de 2018, excluindo a fidelidade e o companheirismo de 2014 é subtrair. Quando escaladas, Margarete e Regina cumpriram com seu papel! Fizeram e continuam fazendo bem feito.
Do ponto de vista da equidade de gênero a chapa majoritária de 2018 poderá ser a primeira da história do Piauí com a participação de 50% de mulheres. Sinto-me à vontade para fazer essa defesa por dois motivos: 1) Margarete e Regina são reservas moral do Piauí – coisa rara no meio político; 2) Na nossa gestão como presidente do Diretório Estadual do PT, aprovamos a paridade de gênero. Fomos o primeiro diretório de uma sigla no Brasil a propor que as mulheres deveriam obrigatoriamente ocupar 50% dos cargos da direção partidária. A medida estimula e educa o sexo feminino para a vida política. Pelo IBGE, as mulheres são 51,6% da nossa população. Dos 64 mil cargos eletivos do país, apenas 8 mil são ocupados por mulheres ou pífios 13%. Naquele momento, a decisão do PT do Piauí de preencher os cargos da direção partidária com 50% de mulheres foi tão simpática que meses depois, o Diretório Nacional do PT adotava em seu estatuto e determinava que todas as instâncias se adequassem ao novo modelo.
Por fim, o time está ganhando! O cenário nacional é de crise econômica e política. Toda essa instabilidade, somada a condução administrativa desastrada do Governo Federal e de estados ricos como o Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul desenhou e instalou o caos. O Piauí mesmo com anos de seca, parcas receitas, primo pobre da federação, tomou vacina, fez o dever de casa e não atrasou folha, segue fazendo obras e com criatividade e altivez, toca seu barco, conduzido pelo governador Wellington. E os remos de Regina e Margarete sempre estiveram conosco na calmaria, mas principalmente na tormenta.

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