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Estado

29/12/2016 10:59

Governo está preparado para aumento do mínimo e piso dos professores

A receita estadual prevista para o próximo ano não deve sofrer grandes impactos com os reajustes confirmados para entrarem em vigor em 2017. Aliás, o único setor que mais terá consequências com o aumento é a previdência. Além do salário mínimo, que irá de R$ 880 para R$ 945, o piso dos professores também passará por aumento.

De acordo com o Secretário de Governo, Merlong Solano, o Estado já realizou estudos em relação à receita prevista para o próximo ano, incluindo o reajuste para os servidores da educação. “O governador já tem tradição de dá o reajuste para os professores. Então, estamos trabalhando para que possamos atingir sem desobedecer ao que está previsto na PEC, sem comprometer os investimentos”, esclareceu.

Ainda segundo o secretário, com relação ao aumento do salário, o reajuste não vai provocar grande impacto na folha de pagamento estadual porque a maioria dos servidores recebe mais do que o mínimo. Para ele, o setor que pode sofrer maiores consequências com o reajuste é a previdência.


Secretário de Governo, Merlong Solano, diz que Estado trabalha para não comprometer finanças (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

“Queremos, e temos trabalhado para isso, que nossa próxima receita feche com o aumento esperado, com o que nós estamos prevendo. A expectativa é que haja um desempenho necessário para que esses aumentos não afetem a receita”, declarou.

O presidente da Fundação Piauí Previdência, Marcos Stainer, afrmou que o grande desafo após o reajuste dos salários será diminuir o défcit previdenciário. “O problema é que quando se ganhava menos do que hoje, se contribuía pouco também e, por isso, não tinha acúmulo de recursos. Então, toda vez que há um aumento, há também maiores custos para previdência”, explicou.

Stainer disse ainda que governo terá que criar receitas para o défcit atingir da menor forma as contas públicas. A previdência estadual vai fechar este ano com insufciência de R$ 875 milhões. Para o pagamento de uma folha de R$ 1.531 bilhões, onde Estado só conseguiu arrecadar cerca de R$ 656 milhões. O presidente elencou ainda as duas maiores folhas: saúde e educação.

Por: Ithyara Borges - Jornal O Dia


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